quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Eles mal saíram das fraldas e já estao navegando na internet


Carolina, minha filha, tem 1 ano e 3 meses. Sempre que ela vê o pai ou a mae usando o computador, tenta participar da brincadeira, metendo as maozinhas nas teclas e mexendo na tela dos nossos laptops. Ela é uma autêntica nativa digital, ou seja, convive com o mundo virtual desde o berço. É para aproveitar as oportunidades de mercado oferecidas por crianças como a Carol, que fabricantes de brinquedos e de computadores estao desenvolvendo novos produtos dirigidos a consumidores de 3 a 6 anos de idade. É isso mesmo, o novo alvo dessas empresas sao meninos e meninas mal saídos das fraldas.

Você acha isso um exagero? Pois entao saiba que nos EUA as crianças começam a usar um computador em média aos 5 anos e meio, segundo dados do NPD Group. Tem mais - nada menos do que 46% dos americanos compraram um equipamento eletrônico para crianças de 3 a 6 anos no ano passado, de acordo com a empresa de consultoria In-Stat.

Esse fenômeno pode ser explicado em boa parte pela ansiedade dos pais em preparar adequadamente seus filhos para a feroz competiçao por um lugar ao sol no mercado de trabalho. A enorme quantidade de horas que os adultos passam pilotando seus computadores também ajuda a aumentar o fascínio dos baixinhos por essas máquinas.

O certo é que daqui a 10 anos minha filha terá com os computadores e a web o mesmo tipo de relaçao que eu tinha com a TV e meus avos com o rádio. Nesses pouco tempo, toda a estrutura de mídia que conhecemos hoje estará profundamente modificada. Estamos aprendendo aos poucos a ler jornal, ver TV e escutar rádio pela internet. Para nossas crianças, isso será a coisa mais natural do mundo.

Fonte: Luiz Alberto Marinho, Blue Bus - dia 03/09


Isso não ocorre só dentro da casa do Marinho. Conheço muitas crianças que já estão acostumadas ao mundo virtual. A irmãzinha de minha amiga já possuía e-mail desde os 3 anos de idade. As palavras, computador e internet (claro que não corretamente ditas) já faziam parte de seu vocabulário desde cedo. Não sei até que ponto isso é bom.

As crianças precisam ter seu contato com outras crianças, com o ar livre, etc. Mas o mundo caminha para o digital mesmo. Algumas crianças sabem muito mais do que seus pais sobre computadores. As empresas, de olho nesse crescimento, vão investir nisso, e vão tirar um bom lucro desse mercado. Isso é um fato, e não tem mais como ser evitado. O medo do analfabetismo digital diminui a cada dia.

Um comentário:

lhsantos disse...

Muito bom!
Só faltaram posts em Agosto, mas o caminho que vc escolheu agora está 200%!
;-)